terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Liberdade pra dentro da cabeça




Libertar-se parece algo simples, mas tenho constatado na minha busca por uma renovação interna que muitas vezes estamos “presos” sem nos darmos conta disto. Seja acorrentado por circunstâncias externas a nós, seja por questões vinculadas ao nosso interno, como coloca Augusto Cury em várias de suas obras, quando ao invés de controlarmos nossos pensamentos somos controlados por estes.
De acordo com a Psicologia Social, o individuo ao mesmo tempo em que transforma a sociedade é transformado por esta, havendo uma troca, onde o externo é resultado do interior de cada um de nós, que acaba por influenciar-nos coletivamente e vice-versa. Percebe-se neste contexto nossa responsabilidade social, considerando que todos nós vivemos em grupo, ou seja, somos corresponsáveis pela construção do meio em que habitamos e consequentemente das idéias, pensamentos, convicções que predominam na atualidade.
No entanto até que ponto somos livres para agir e transformar o ambiente externo a nós, considerando que hoje existe um padrão para tudo? Sendo valorizado quem se encontra formatado por este, seja um padrão de beleza, financeiro, de status... É vendida a idéia de que feliz é aquele que possui um corpo sarado e dinheiro no bolso. Mas então alguém me explica por que maior parte da população, para não dizer, praticamente todas as pessoas encontram-se adoecidas emocionalmente?
Estamos nos preocupando de forma exacerbada com o externo, e esquecendo-nos de cuidar da nossa mente e coração. Estamos seguindo o fluxo sem nem mesmo nos questionar o quanto suas práticas são doentias, buscamos a perfeição enquanto seres imperfeitos em um mundo de imperfeições, acreditando que só assim seremos felizes. Triste engano!
Pois acredito que nos aproximamos da liberdade apenas quando aprendemos a pensar de forma crítica, quando percebemos que a reflexão é fonte de sabedoria, quando em frente a qualquer situação ou obstáculo conseguimos manter-nos pacientes, quando sabemos diferenciar bom senso de senso comum, observando que existe uma lacuna muito grande entre estes dois conceitos, que qualidade de vida não é sinônimo de riqueza material, quando aprendemos que podemos sim controlar nossos pensamentos não deixando que as idéias negativas predominem. Somos livres quando como coloca Fernando Pessoa de forma inteligentíssima deixamos de nos acostumar com o que não nos faz feliz.

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